22/10/2017 18:06
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Notícias Policiais

Após denúncia, pastor é preso com submetralhadora em Piracicaba

Um pastor de 42 anos foi preso, na madrugada deste sábado, em Piracicaba (SP), após ser flagrado com uma espingarda e uma submetralhadora de uso restrito, além de munições. De acordo com o boletim de ocorrência, o suspeito foi flagrado, após uma denúncia anônima, em uma caminhonete no Bairro Verde. Ele escondia as duas armas e algumas munições no veículo.

A Polícia Militar fez mais buscas no local e encontrou uma Kombi em um terreno baldio. Dentro dela, havia um carregador de pistola vazio.

Ainda segundo o registro da ocorrência, a Kombi tinha modificações para esconder os objetos. A suspeita é que o pastor vendia as armas, munições e acessórios. Os veículos e tudo o que foi encontrado vão passar por perícia. O homem foi preso sem fiança determinada.

Ele vai ser transferido ao Centro de Detenção Provisória (CDP) de Piracicaba, onde permanecerá à disposição da Justiça. O boletim de ocorrência não especifica de qual igreja o homem é pastor.

Fonte: G1

FIM DE CARREIRA PARA “CARREIRINHA” SUPOSTO PASTOR

Josemar Ribeiro de Souza, 35 anos, conhecido por “Carreirinha” foi preso em São José do Rio Claro (315 km ao Médio-Norte), na madrugada dessa sexta-feira (03.06), em um hotel. Ele é acusado de roubar e matar quatro idosos, no município de Novo Mundo (785 km ao Norte).

O suspeito foi pastor da Igreja Pentencostal e ainda se apresentava como religioso para se aproximar das vítimas. Segundo as investigações da Delegacia de Novo Mundo (785 km ao Norte), Josemar escolhia suas vítimas, todas idosas, entre sitiantes da zona rural de Novo Mundo. Depois de conquistar a simpatia delas, ele roubava, matava e queimava os corpos para dificultar a identificação e a investigação.

O primeiro crime ocorreu em dezembro de 2015, quando o aposentado, José Antônio Pires, foi morto dentro da própria casa, que depois foi incendiada. O suspeito roubou a senha e o cartão da aposentadoria da vítima e passou sacar o benefício todos os meses, sendo o último em maio de 2016. Ele conheceu a vítima quando foi até o sítio dela para comprar um motor de barco e o idoso, ingenuamente, comentou que estava juntando dinheiro.

Em abril de 2016, o casal de idosos, Antônio Romão Sorrilha e Maria Munhoz, foi encontrado carbonizado dentro da residência, em um sítio na zona rural de Novo Mundo. A casa foi totalmente incendiada depois das vítimas terem a senha e o cartão do banco roubado. O casal tinha cerca de R$ 100 mil guardados.

O criminoso já conhecia o casal e depois de um desentendimento, novamente se aproximou do casal já com intenção de matar e roubar o dinheiro. Ele começou a efetuar saques bancários, até que a família das vítimas percebeu a movimentação e bloqueou o cartão. Entre saques, compras e transferências bancárias, o suspeito já tinha subtraído aproximadamente R$ 15 mil, até sua descoberta.

A partir da movimentação, o suspeito foi identificado pelas câmeras de segurança do banco e depois em uma loja na cidade de Sinop, em que havia feito compras com o cartão do casal de idosos.

A quarta vítima foi assassinada em 28 de maio. O sitiante, João Juscelino Martins da Silva, foi rendido na chácara e levado junto com sua caminhonete Frontier vermelha, que foi abandonada em Colíder, e o corpo encontrado na BR 163, sentido Pará, cerca de 40 quilômetros de Novo Mundo.

O suspeito também roubou o cartão do idoso e tentou sacar o dinheiro, no entanto, já era monitorado pelo núcleo de inteligência da Delegacia de Guarantã do Norte, que descobriu que logo após os crimes, Josemar fugia para Goiás, onde permanecia na casa de uma namorada, na cidade Rio Verde (Goiás).

“Estamos investigando a morte do casal e já tínhamos identificação do suspeito, que era monitorado, quando aconteceu o latrocínio da última vítima. Passamos a trabalhar com a hipótese de ele ser o autor do crime também. Temos provas robustas que ele foi autor de todos os crimes”, afirmou delegado Geraldo Gezoni Filho.

Conforme o delegado, o criminoso transferiu dinheiro da conta do casal para conta da primeira vítima e teria feito a mesma coisa no último crime. Ao ser preso, em São José do Rio Claro, o suspeito foi encontrado com o cartão da primeira vítima e celulares dos idosos e da quarta vítima.

Uma equipe de três investigadores, acompanhada do delegado Geraldo Gezoni, deu cumprimento ao mandado de prisão expedido pela Comarca de Guarantã do Norte, na cidade de São José do Rio Claro, onde o suspeito foi descoberto durante visita aos filhos.

O preso foi conduzido para Guarantã do Norte e vai responder pelo latrocínio de quatro vítimas. Ele morava em Novo Mundo há cerca de quatro anos e conhecia de alguma todas as vítimas.

Fonte: VG Noticias

Menino de 6 anos recebe visita de PMs durante festa temática em Itu

O que era para ser mais uma festa de aniversário virou um grande acontecimento para um menino de 6 anos que mora no bairro Cidade Nova, em Itu (SP). No último domingo (1°) dois policiais militares foram à casa da criança para participar da celebração, à pedido da mãe. Vestido com uma “fardinha”, Vinicius, que sonha em seguir a carreira de policial, entrou na viatura e tirou várias fotos com os PMs.

A comerciante Denise Celina de Almeida, mãe de Vinicius, contou ao G1 que não sabe como começou a admiração dele pela profissão. “Não temos nenhum parente ou conhecido próximo que seja policial, mas ele sempre gostou. Quando tinha três anos, fechava a porta, batia nela e dizia: ‘é a polícia’, simulando uma operação”, brinca.

A festa temática foi um pedido para o aniversário do ano passado, mas precisou ser adiada porque a mãe não conseguiu encontrar a fantasia e comprar o bolo decorado. “Neste ano eu corri para encontrar tudo do jeito que ele queria e valeu a pena porque o Vinicius ficou esplêndido, muito feliz mesmo.”

Para tornar a temática mais completa, Denise resolveu pedir que os policiais militares fizessem uma surpresa para ele. “Eles disseram que iriam pedir autorização e realmente apareceram. Foram muito carinhosos e atenciosos. O Vinicius entrou na viatura, conversou com eles, tirou fotos, enfim, fez a festa”, lembra.

Incentivo
Apesar da pouca idade, Vinicius diz que já sabe o que quer ser quando crescer: policial. A mãe disse acha a profissão arriscada, mas incentiva o sonho do filho. “Eu acredito que a Polícia Militar é do bem e que podemos contar com ela. É uma profissão perigosa, mas se é o sonho dele, por que não incentivar? Falo que ele precisa estudar bastante até lá e fazer boas ações sempre”, finaliza.

Menino de 6 anos recebe visita de PMs durante festa temática em Itu (Foto: Polícia Militar/Divulgação)Menino recebeu visita de PMs durante festa temática em Itu (Foto: Denise Celina de Almeida/Arquivo Pessoal)
Fonte: G1

Empresário grava reunião que definiu divisão de obras na Seduc M.T.; assista vídeo

As investigações do Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado) relacionadas a fraudes em contratos de obras na Seduc (Secretaria de Estado de Educação) iniciaram por conta de uma denúncia do empresário José Carlos Pena da Silva, proprietário da BRP Construtora. A revelação consta em trecho da decisão da juíza da 7ª Vara Criminal de Cuiabá, Selma Rosane Arruda, que expediu o mandado de prisão preventiva e de busca e apreensão referentes a Operação Rêmora deflagrada nesta terça-feira (3).

Conforme o depoimento do empresário José Carlos Pena da Silva, lhe foi solicitado dinheiro para agilizar a liberação de valores que tinha a receber de obras executadas em contratos mantidos com a Secretaria de Educação. “A testemunha relatou que o servidor público Wander Luiz dos Reis teria tomado a iniciativa de procurá-lo, marcando uma reunião, na qual o também servidor Fábio Frigeri teria lhe fornecido o nome de Giovani da empresa Dínamo Construtora, alegando que dali em diante seria ele que representaria a Seduc em assuntos relativos à medição, projetos e pagamentos”, diz um dos trechos da decisão judicial.

A partir daí,  o empresário Giovani Guizardi solicitou do empresário José Carlos Pena da Silva a quantia de 5% do que a Seduc lhe devia, com o intuito de agilizar o pagamento, mas a proposta não foi aceita. Em julho de 2015, após receber da Secretaria de Educação, Giovani passou a cobrar com frequência o pagamento dos 5%.

As investigações conduzidas pelos promotores de Justiça ainda apontaram que empresários do setor da construção civil participaram de uma reunião, em outubro do ano passado, para traçar estratégias de fraude em licitações na Secretaria de Estado de Educação. Em um dos trechos da decisão judicial, é citado que a reunião ocorreu em um escritório no bairro Santa Rosa, em Cuiabá.

O encontro foi gravado pelo empresário José Carlos Pena, sob orientação do Gaeco. No diálogo, foram reveladas informações privilegiadas de dentro da Seduc e pedidos que os membros da organização criminosa lotados na secretaria exigiam dos empresários. “Na reunião foram debatidos vários assuntos, todos tendentes a garantir o sucesso de fraudes no processo licitatório, em benefício dos empresários ali presentes”, diz trecho da decisão.

O Gaeco assegura que todos os temas tratados faziam referência as fraudes em licitação nas secretarias de Estado. Também foli discutido o valor da propina a ser paga para a suposta organização.

“O empresário Luis Fernando, novamente retoma as explanações, dando entender que os descontentamentos dos empresários, sobre o valor de 5%, já haviam surtido efeitos, que já havia uma solicitação pela a redução dos valores e elenca vários empresários que já havia conversado com ele. E finaliza esse tópico dizendo que acertou o valor de 3%, a partir outubro em diante. ‘Não foi só você que veio conversar comigo sobre isso, Joel conversou celso conversou, o Zé conversou e outros que foram encontrando comigo (..) Reclamaram • disso (..) Eu deixei bem claro, que eu não tenho absolutamente nada a ver com isso (..) Que isso é algo estabelecido por lá, não é por isso que estou no processo (..) A maioria tem dificuldade, to vendo o que todo mundo está passando, eu também estou passando (.) Embora no momento estou sem contrato lá (..) Eu venho questionando isso (..) O Joel, tem ciência disso, o Léo também e acho que mais tem mais alguém e havia comentado, o Ricardo (.)Que eu vinha a mais de trinta dias nessa discussão com ele (.) Ontem dei cheque mate, olha preciso de uma definição, não tem mais como prorrogar (..) O pessoal não está conseguindo fazer isso, é muito pesado, está muito apertado, os preços são ruins, tudo isso traz custos financeiros para empresa (..) E consegui reduzir para 3%.”

A decisão judicial cita tópicos como quais soluções deveriam ser tomadas em relação aos empresários que não estavam presentes na reunião e que, por conseguinte, não participariam do sorteio das licitações, quais critérios de distribuição das licitações entre os presentes, se por lote ou por valor da obra; e meios para  impedir que licitantes não pertencentes ao grupo fossem vencedores das licitações que estavam por ocorrer, tendo sido sugerido que houvesse alguém dentro da secretaria para desencaminhar novos aspirantes a contratos de obras.

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Rodrigo Janot apresenta denúncia contra Lula no Supremo Tribunal Federal

O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, incluiu o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o empresário José Carlos Bumlai e seu filho Maurício Bumlai numa denúncia apresentada contra o senador Delcídio do Amaral (sem partido-MS) e o banqueiro André Esteves.

Essa organização criminosa jamais poderia ter funcionado por tantos anos e de uma forma tão ampla e agressiva no âmbito do governo federal sem que o ex-presidente Lula dela participasse”
Rodrigo Janot, procurador-geral da República

Janot disse que o ex-presidente manteve controle sobre as decisões do esquema operado na Petrobras. Lula tentou ainda influenciar o andamento da Lava Jato, segundo o procurador-geral.

“Embora afastado formalmente do governo, o ex-presidente Lula mantém o controle das decisões mais relevantes, inclusive no que concerne as articulações espúrias para influenciar o andamento da Operação Lava Jato, a sua nomeação ao primeiro escalão, à articulação do PT com o PMDB, o que perpassa o próprio relacionamento mantido entre os membros deste partidos no concerta do funcionamento da organização criminosa ora investigada”, disse Janot na peça apresentada ao STF.

“Essa organização criminosa jamais poderia ter funcionado por tantos anos e de uma forma tão ampla e agressiva no âmbito do governo federal sem que o ex-presidente Lula dela participasse”, afirmou o procurador-geral.

Embora afastado formalmente do governo, o ex-presidente Lula mantém o controle das decisões mais relevantes, inclusive no que concerne as articulações espúrias para influenciar o andamento da Operação Lava Jato”
Rodrigo Janot

Em nota, o Instituto Lula negou participação do ex-presidente nos fatos investigados na Operação Lava Jato e disse ainda que ele “não deve e não teme investigações (leia a íntegra da nota ao final da reportagem).

‘Compra de silêncio’
“As investigações ganharam novos contornos e se constatou que Luiz Inácio Lula da Silva, José Carlos Bumlai e Maurício Bumlai atuaram na compra do silêncio de Nestor Cerveró para proteger outros interesses, além daqueles inerentes a Delcídio e a André Esteves, dando ensejo ao aditamento da denúncia anteriormente oferecida”, diz a peça.

Cerveró é ex-diretor da Petrobras e um dos delatores da Lava Jato. A suspeita de que Lula seria interessado no silêncio dele foi relevada na delação de Delcídio. O senador contou que Lula também tinha interesse em ajudar a família do ex-diretor da Petrobras, mas por meio de Bumlai, que faria os pagamentos.

Janot incluiu na denúncia documentos que atestam reuniões entre Lula e Delcídio “no período coincidente às negociatas envolvendo” Cerveró, além de registros de diversas conversas telefônicas entre Lula e Bumlai e entre este e Delcídio.

Outros acusados
Janot também citou no caso o ex-chefe de gabinete Diogo Ferreira e o advogado Edson Ribeiro, todos acusados de tentar embaraçar as investigações da Operação Lava Jato, ao tentarem evitar a delação do ex-diretor da Petrobras Nestor Cerveró.

Em um novo pedido de investigação sobre Lula e outras 30 pessoas, Janot informa que houve um aditamento na denúncia contra Delcídio e Esteves.

 

OPERAÇÃO LAVA JATO
PF investiga esquema de corrupção

Origem da denúncia
A denúncia contra Delcídio e Esteves foi apresentada em dezembro, a partir de uma gravação em que o senador citava o nome do banqueiro como um dos interessados em ajudar financeiramente a família de Cerveró para evitar sua delação premiada.

Caberá ao ministro Teori Zavascki, relator da Lava Jato no STF, levar a peça para análise da Segunda Turma do STF, também composta pelos ministros Gilmar Mendes, Cármen Lúcia, Celso de Mello e Dias Toffoli. Se a denúncia for aceita contra todos os acusados, eles se tornam réus numa ação penal.

Íntegra da nota do Instituto Lula

A peça apresentada pelo Procurador-Geral da República indica apenas suposições e hipóteses sem qualquer valor de prova. Trata-se de uma antecipação de juízo, ofensiva e inaceitável, com base unicamente na palavra de um criminoso.

O ex-presidente Lula não participou nem direta nem indiretamente de qualquer dos fatos investigados na Operação Lava Jato.

Nos últimos anos, Lula é alvo de verdadeira devassa. Suas atividades, palestras, viagens, contas bancárias, absolutamente tudo foi investigado, e nada foi encontrado de ilegal ou irregular.

Lula sempre colaborou com as autoridades no esclarecimento da verdade, inclusive prestando esclarecimentos à Procuradoria-Geral da República. O ex-presidente Lula não deve e não teme investigações.

Fonte: G1

PF prende investigado na Lava Jato que era procurado desde quarta-feira

Ademir Auada foi preso às 5h desta quinta-feira (28) no Aeroporto de Guarulhos(SP). Ele estava no Panamá e era procurado pela Polícia Federal (PF) desde quarta (27), quando a 22ª fase da Operação Lava Jato foi deflagrada. Havia um mandado de prisão contra ele.

Ele chegou à superintendência da PF, em Curitiba, por volta das 14h. A prisão dele é temporária e vence daqui cinco dias, podendo ser prorrogada pelo mesmo período, caso o a Justiça considere necessário.

Dois mandados de prisão refrentes à 22ª etapa da Lava Jato ainda não foram cumpridos.

Prisões
Três pessoas foram presas na quarta-feira. Elas foram encaminhadas para a PF na capital paranaense ainda na quarta e nesta manhã fizeram o exame de corpo de delito no Instituto Médico-Legal (IML). O procedimento é prática comum após a prisão e durou cerca de 20 minutos. Após o exame, Nelci Warken, Ricardo Honório Neto, Renata Pereira Brito voltaram para a carceragem. Todos eles têm prisão temporária em vigor e o prazo vence no domingo (1º).

Da esquerda para a direita: Renata Pereira Brito, Nelci Warken e Ricardo Honório Neto. Os três foram presos na 22ª fase da Lava Jato (Foto: Christopher Spuldaro / RPC)Da esquerda para a direita: Renata Pereira Brito, Nelci Warken e Ricardo Honório Neto. Os três foram presos na 22ª fase da Lava Jato (Foto: Christopher Spuldaro / RPC)
Fonte: G1

MP descobre elo entre vereador e gestores de hospitais presos no Rio

O Ministério Público do Rio de Janeiro descobriu um elo entre o vereador Renato Moura (PROS) com os irmãos Wagner e Walter Pelegrine, os administradores da organização social Bioctech presos acusados de desviar milhões de reais de dois hospitais municipais do Rio. Conforme mostrou o RJTV, os promotores responsáveis pela apuração afirmam que há indícios do envolvimento de políticos e autoridades no esquema fraudulento.

A denúncia do Ministério Público destaca que na divisão de tarefas, Wagner exercia o controle sobre aspectos operacionais no dia-a-dia e comandava a entrega dos recursos desviados, bem como o relacionamento com políticos e autoridades.

Os promotores estão analisando agora pilhas de documentos apreendidos na operação. Eles querem explicações sobre informações contidas em escutas telefônicas feitas com autorização da Justiça. Entre elas, há conversas entre Wagner Pelegrine e o vereador Renato Moura.

O diretor administrativo da Biotech, Milton de Oliveira Filho, também menciona Renato Moura como um “amigo do Walter” que liga para pedir favores “toda hora”. Em troca, segundo a denúncia do MP, o vereador exerceria influência na prefeitura do Rio em favor dos interesses dos irmãos Pelegrine .

Nas conversas, os acusados usavam codinomes para mencionar pessoas que supostamente ajudavam no esquema. “Eles se referem a apelidos como ‘o catedrático’, ‘o professor’, ‘o maior’, ‘o cardeal’, ‘o velho’. Esperamos que com o material que foi apreendido possamos obter mais informações que possam nos levar a identificação desses personagens”, disse o promotor Silvio de Carvalho Neto.

O promotor afirma não ter dúvidas de que há participação de autoridades políticas no esquema fraudulento da Biotech. “É impossível um esquema dessa monta, com essa exuberância de desvios, funcionar sem facilitação”, destacou.

Renovação de contrato
Os promotores dizem que, em setembro, a preocupação de Wagner Pelegrine era a renovação do contrato com o Hospital Pedro II, que venceria no início do ano que vem. Wagner mandou mensagem para o celular de uma pessoa, apontada como lobista do grupo. “O sub do garoto disse que recebeu a ordem e quer conversar”, disse ele na mensagem.

Os promotores suspeitam que o sub do garoto seja o sub secretário de atenção hospitalar,  Mario Celso Lima. No dia seguinte ao envio da mensagem, segundo os promotores, Wagner e ele comemoraram a possível renovação do contrato em nova troca de mensagens.

Em entrevista, o secretário Municipal de Saúde, Daniel Soranz, afirmou que desde o início do ano tinha identificado graves irregularidades na Biotech. Segundo ele, em maio deu a ordem para não renovarem o contrato da organização social.

Porém, o Ministério Público descobriu uma carta, com data de 23 de setembro, na qual o subsecretário Mario Celso pergunta se a Biotech tem interesse em renovar o contrato nas mesmas condições e valores pactuados.

Questionado sobre a carta, o secretário Daniel Soranz afirmou se tratar de um procedimento normal, e reiterou que o contrato não seria renovado. “Pode ser uma contradição [o envio da carta], mas isso acontece por processo administrativo normal. Não aconteceu a renovação e não aconteceria. Eu posso deixar isso bastante claro”, afirmou Soranz.

Prefeito defende secretário
O prefeito Eduardo Paes comentou os codinomes usados pela quadrilha e defendeu as investigações do Ministério Público. “Acho que por enquanto o que está identificado é que ‘o garoto’ era o secretário, que é um secretário muito competente, muito jovem, trabalhador, dedicado. Tomou todas as medidas cabíveis. Acho que é importante apurar tudo, chegar até o limite desta questão para que esta quadrilha possa pagar, e eventualmente, quem tivesse envolvido pagar pelos erros que cometeu”, declarou o prefeito.

O vereador Renato Moura não quis gravar entrevista com o RJTV. Por telefone, o parlamentar confirmou que é amigo pessoal dos irmãos Walter e  Wagner Pelegrine, com quem costuma sair para beber vinho e cerveja. Também disse que tinha costume de pedir favores aos amigos, como solicitar atendimento a eleitores nos hospitais administrados pelo grupo. O vereador negou ter conhecimento das fraudes cometidas pelos responsáveis pela Biotech. Os advogados dos irmãos Pelegrine não foram localizados pela reportagem.

A prefeitura anunciou que quem vai administrar o Hospital de Acari será a organização social Viva Rio. Já a Sociedade Paulista para o Desenvolvimento da Medicina vai assumir o Pedro II.

Vida de ostentação
A Policia Rodoviária Federal prendeu Walter Pelegrine Junior na manhã de quarta quando ele chegava em sua fazenda em Vassouras, no interior do Rio, dirigindo um carro Bentley avaliado em mais de R$ 1 milhão. Em sua propriedade, havia cavalos de raça, carros e artigos de luxo, que mostravam uma vida de ostentação.

De acordo com o Ministério Público, ele e seu irmão, Wagner, declaravam possuir residência em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense, mas possuíam dois apartamentos cada em um condomínio de luxo na Barra da Tijuca, na Zona Oeste do Rio. Somados, os imóveis custam cerca de R$ 24 milhões.

Os dois são acusados de serem os mandantes do esquema. Os recursos eram encaminhados para a empresa dos irmãos pela prefeitura do Rio, para a manutenção de hospitais, como o Pedro II, em Santa Cruz, e o Ronaldo Gazolla, em Acari.

Foram apreendidos carros importados, como duas Ferraris.  “Eles não possuíam um estilo de vida barato. Havia cavalos de raça, carros e relógios de luxo, entre outros artigos. Apreendemos tudo e vamos tentar restabelecer o erário público no valor comprovadamente desviado”, explicou o coronel Sérgio Ribeiro, da Coordenadoria de Segurança e Inteligência.

Além dos carros, foram apreendidos 40 relógios de marcas caras, além de 200 peças de jóias. Em dinheiro, foram encontrados R$ 1,5 millhão, U$ 12,8 mil, 145 libras esterlinas, 11,3 mil Euros, além de 15 liras turcas.

Esquema
A Biotech recebeu pelo menos R$ 564 milhões em contratos com a prefeitura para administrar os hospitais municipais Pedro II e Ronaldo Gazzolla, a partir de janeiro de 2012.

“Eles contrataram oito empresas que forneciam equipamentos e medicamentos, que eram de propriedade de amigos e parentes, e repassavam esse dinheiro para eles. Os medicamentos eram comparados por essas empresas por até quatro vezes mais”, explicou o promotor de Justiça Silvio Ferreira Neto, da Gais.

Segundo ele, as investigações continuam ainda. “Vamos investigar se há a participação de outros agentes do município”, garantiu.

Fonte: G1

Garimpo da ‘nova Serra Pelada’ em Mato Grosso, tem comércio de ferramentas e comida

Garimpeiros profissionais e ocasionais atraídos pelas jazidas da “nova Serra Pelada” em Pontes e Lacerda, a 483 km de Cuiabá, contam com um mercado de comida e ferramentas para passarem dias em busca de ouro. O comércio ilegal atende a um contingente estimado em 7 mil pessoas que se aglomeram há mais de uma semana escavando a Serra da Borda, no oeste de Mato Grosso. Considerado ilegal por não estar sendo explorado mediante autorização federal, o garimpo pode ser fechado a qualquer momento, conforme decisão da Justiça Federal desta sexta-feira (16).

pontes e lacerda, mt

Atraídos por boatos e anúncios de grande volume de ouro nas redes sociais, os garimpeiros têm se dirigido a duas propriedades particulares acessíveis por estrada de chão na região da serra, a cerca de 18 km do centro urbano dePontes e Lacerda. É de lá que eles têm acesso à área das jazidas de ouro. Logo na entrada, a primeira abordagem: para poder subir a serra em busca de ouro, cada um tem de pagar R$ 50,00. Para a semana toda, é vendido um “pacote” por R$ 200,00.

Dentro da propriedade, além da quantidade de veículos estacionados, o visitante se depara com uma cidade em formação ao pé da serra. E, nesta cidade, já está estabelecido um comércio informal para atender aos garimpeiros. Estão disponíveis todas as ferramentas necessárias para o trabalho no garimpo, como chapéus de palha, cordas, picaretas, marretas e enxadas. Para comer, há opções como churraquinho, a R$ 6,00 o espeto.

Pepitas de ouro foram pegas em garimpo (Foto: Júlio Cezar Ferreira de Souza/ Arquivo pessoal)Pepitas de ouro extraídas da Serra da Borda.
(Foto: Júlio Cezar de Souza/ Arquivo pessoal)

Já equipamentos como geradores de energia, detectores de metal e britadeiras têm sido levados por garimpeiros mais prevenidos a fim de produzir escavações mais fundas no alto da serra, onde homens e mulheres de todas as idades e provenientes de diversas partes do país trabalham até durante a madrugada.

O prefeito da cidade de Pontes e Lacerda, Donizete Barbosa (PSDB), já demonstrou preocupação com o número de pessoas chegando à região da cidade. Ele teme a ocorrência de problemas sociais por conta do contingente de “forasteiros”.

Extração ilegal
Sob lonas, os garimpeiros escolhem áreas para tentar a sorte e, em alguns casos, até contratam funcionários para realizar parte do trabalho. Entre as lonas, há tanto histórias de quem já conseguiu encontrar quantidades significativas de ouro quanto relatos de quem até agora não confirmou o tão falado potencial da serra.

De acordo com o Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM), a exploração na Serra da Borda é ilegal, bem como a comercialização do ouro extraído. Entretanto, no comércio da cidade de Pontes e Lacerda, é possível encontrar joalherias e outros estabelecimentos que fazem negócio com o mineral retirado da serra.

movimentação no garimpo tem se refletido na economia da cidade, de cerca de 42 mil habitantes, cuja rede hoteleira já está lotada. Comerciantes, por sua vez, preocupam-se com a falta de funcionários, os quais abandonam os postos de trabalho para tentar a sorte no garimpo, segundo a Associação Comercial.

O DNPM, a Polícia Federal (PF) e o Ministério Público Federal (MPF) já informaram que tentarão encontrar uma forma de resolver o problema da exploração ilegal. Provocada pelo MPF, a Justiça Federal em Mato Grosso determinou nesta sexta-feira (16) o fechamento do garimpo, a evacuação da área e a apreensão do mineral retirado.

Fonte: G1